"Mas se me desmantelo ao acaso Logo me refaço ao sabor do vento que sopra a favor..."
domingo, 8 de novembro de 2009
É que já passou
A falta do teu inteiro me cortou pela metade. Sobrou apenas a parte vazia, seca... mas que pesa tanto. Nunca vi isso: não ter nada e carregar tanto peso. Peso de nada, do nada. Carrego todos os sentimentos ainda que te dediquei, mas agora o sol em mim está menor. Eu não desejo que tudo volte; aprendi que o presente se vive, que o futuro se sonha e que o passado... ah, esse já passou. Mas a saudade existirá. As rosas e os espinhos sempre ficam guardados... Não esqueço nada do que foi prometido nem confiado. Trago na memória, nas lembranças do passado que um dia foi presente, um presente... É que já passou.
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